O "Lisbon Energy Forum" decorreu ontem no CCB sem grandes novidades de registo. No essencial, as grandes empresas reafirmaram as chamadas parcerias estratégicas entre enmpresas "upstream" e "downstream", isto é, entre produtoras/fornecedoras e empresas consumidoras/comerciais, com exploração de jazidas de petróleo ou sem elas. Numa linguagem mais simples direi que as empresas do chamado "1º mundo" continuarão a ter vantagem sobre as empresas do "3º Mundo" graças à diplomacia do mais forte arrostada pelas grandes potências.
A verdadeira pedrada no charco surgiu com a intervenção do ministro dos petróleos venezuelano e presidente da PDVSA, que defendeu o papél do Estado na racionalização destes recursos tão importantes bem como, a sua função central de garantir que os povos não sejam expoliados das suas riquezas naturais em favor dos capitalistas internacionais. Defendeu um politica de solidariedade internacional baseada na verdadeira cooperação através do fornecimento de Petróleo, como já hoje aconteec com Cuba e com a Bolívia.
A questão dos biocombustíveis foi abordada pela rama, como convinha, e ficou por aprofundar.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
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