segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A "minha Festa"

Deixem-me que vos apresente a “minha Festa” que é feita de solidariedade, abraços fraternos e sobretudo de camaradagem. É a Festa do Avante, todos os anos mais bonita e colorida.
Chegados a esta altura do ano, os militantes comunistas prestam-se ao desafio de reconstruir uma nova Festa todos os anos, que é sempre melhor que a do ano anterior. Construímo-la com o melhor de nós, e penso residir precisamente aí o segredo do sucesso da Festa do Avante.
Resumir a Festa do Avante ao primeiro fim-de-semana de Setembro é uma visão redutora dos meses de intenso trabalho doado por milhares de homens e mulheres e por isso a “minha Festa” é muito mais que uma festa. È um exemplo de trabalho voluntário e entrega à causa da construção de uma sociedade mais igualitária e por isso mais justa. Neste caso, construímos um pedacinho de uma cidade nova, um pedacinho daquilo que a nossa luta representa e daquilo que, nós os comunistas, queremos para o futuro do nosso país.
Nos pontos mais elevados do recinto da festa do Avante na Quinta da Atalaia, deparamo-nos com uma paisagem fabulosa sobre o rio Tejo com a cidade de Lisboa e a Baía do Seixal como pano de fundo. De resto, há uma explosão de cores e sons, e uma multidão que se espalha um pouco por todos os palcos e pavilhões com restaurantes regionais, exposições políticas e artesanato de todo o País. A festa tem representações de todas as regiões através das Organizações Regionais do Partido, e lá podemos encontrar-nos como um povo orgulhoso de si próprio e do seu património cultural e artístico.
Trata-se sem dúvida alguma do mais relevante acontecimento cultural do país, e destaca-se pela abrangência de públicos muito diferentes e pelo pioneirismo de muitos espectáculos, pensados e encenados quase exclusivamente para o efeito. A variedade passa por um palco intimista como o 1º de Maio, o palco principal e generalista, 25 de Abril, o jovem e irreverente Palco Novos-valores e o popular Palco Arraial. Em simultâneo decorrem uma miríade de actividades desportivas, teatro, debates, feira do livro, feira do disco e outras actividades.
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal. Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual. Uso este verso de uma canção de Jorge Palma na esperança que para o ano possa falar da “Nossa Festa”.