sábado, 11 de outubro de 2008
Regulação. regula..., regu.., re...., o quê!!?
Os sociais democratas têm uma piada do caraças, há mais de cem anos que andam a pedir regulação para o capitalismo. Neste entremez sempre estiveram no governo e sempre contribuiram para que o sistema se encaminhasse na sua deriva irracional e suicidária. Mais uma vez perante a crueza dos números da crise que atravessamos, lá estão eles a pedir mais regulação. Enfim desempenham o seu papél histórico, mas deverão ter cuidado que o guião pode ser alterado. Já não há pachorra.
domingo, 5 de outubro de 2008
súcia capital (ismo)
Curiosamente o meu último post foi no dia 25 de Abril. Coerentemente volto a escrever no dia 5 de Outubro, neste entremez dediquei-me a fundo à minha actividade política e retorno ao Blog num mundo diferente. Estou a referir-me à profunda crise que o capitalismo vive e parece ter dificuldade em sair dela. Mais uma vez o sistema que odeia o Estado aparece de chapéu na mão a pedir batatinhas. Os EUA muito solícitos aparecem agora a nacionalizar bancos falidos e a bancar uma série de dívidas e acções sem valor absolutamente nenhum. Em números redondos são 700 mil milhões (700 000 000 000$) de dólares apresentados por um tal de Poulson, antigo presidente do Lehman Brothers. Estamos no domínio do surrealismo capitalista ou do mundo ao contrário, onde os anátemas do passado são realidades presentes. Privatiza-se os lucros e nacionalizam-se os prejuízos e ao que parece não há um levantamento massivo. Por enquanto .....
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Esperteza saloia
O nosso Governo preparou agora uma boa receita para liquidar os direitos dos trabalhadores. A coisa funcionou assim, propôs com a cumplicidade dos meios de comunicação social que as empresas sejam beneficiadas por contratar a pessoas com contratos sem termo. Agora, quase ninguém fala é que na outra mão, o Governo quer faciltar os despedimentos dos trabalhades com contratos com ou sem termo de maneira que tudo fica muito pior. É pena que os jornalista não se interessem pela segunda parte.
domingo, 20 de abril de 2008
O Marx do Carrilho
O professor Carrilho resolveu reabilitar Marx na crítica ao capitalismo dizendo mesmo que a esquerda moderna sem o seu contributo afoga-se na inconsequência. Concordo plenamente com esta observação que não é propriamente nova uma vez que nós os comunistas já dizemos isso há muito tempo, aliás, nunca o deixámos de dizer. O professor reabilita Marx para logo depois negá-lo quando afirma que existem vários capitalismos e que o filósofo alemão fez a crítica do capitalismo do seu tempo. Afinal o professor não mudou assim tanto e continua a militar no oportunismo e a traficar conceitos.
sábado, 12 de abril de 2008
DN apoia Jorge Coelho
No editorial de hoje, sábado, o DN faz a defesa de Jorge Coelho no seu caminho para o conselho de administração da Mota-Engil como outros que traçaram a mesma rota embora com destinos diferentes. A defesa que o DN faz do ex-ministro assenta essencialmente no direito que Jorge Coelho tem como qualquer um de nós de ganhar a vida. Acontece que um ministro ou mesmo ex-ministro não é um qualquer de nós, possui contactos e informação previligiada que não deve utilizar em proveito próprio. Obviamente falo dum país imaginário onde servir o país num cargo público implica uma perda da liberdade pessoal e uma missão ao invés do DN que acha muito natural a usurpação da coisa pública (informação previligiada) em favor de privados
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Governo SA
Lénine no "Estado e a revolução" explica como os capitalistas dominam os Estado para logo concncluir que se trata de um instrumento de classe ao seu serviço. Ou seja, em 1920, Lénine aludia à prosmicuidade entre poder político e o poder económico, exemplificando como os ministros transitavam entre os governos e os conselhos de administração dos bancos.
Em 2008 como em anos anteriores verificamos no nosso Portugal, que há ministros que adjudicaram pontes e outras obras públicas a empresas que depois o acolheram nos aveludados conselhos de administração.
1ª conclusão - Lénine pode comparar-se a Nostradamus nas sua previsões (brincadeira).
2ª conclusão - O capitalismo obedece a leis internas próprias e permanecem imutáveis desde a sua fundação.
3ªconclusão - O capitalismo reconhece ao Estado um papél central na distribuição da riqueza, remetendo os capitalistas a uma clique clientelar e parasita, comprando favores e impedindo o papél redistribuidor do estado.
4ª conclusão - A competição intercapitalista baseia-se essencialmente na competição dos favores dos estado e não na base produtiva das empresas.
Em 2008 como em anos anteriores verificamos no nosso Portugal, que há ministros que adjudicaram pontes e outras obras públicas a empresas que depois o acolheram nos aveludados conselhos de administração.
1ª conclusão - Lénine pode comparar-se a Nostradamus nas sua previsões (brincadeira).
2ª conclusão - O capitalismo obedece a leis internas próprias e permanecem imutáveis desde a sua fundação.
3ªconclusão - O capitalismo reconhece ao Estado um papél central na distribuição da riqueza, remetendo os capitalistas a uma clique clientelar e parasita, comprando favores e impedindo o papél redistribuidor do estado.
4ª conclusão - A competição intercapitalista baseia-se essencialmente na competição dos favores dos estado e não na base produtiva das empresas.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Telemóvel
As opiniões dividem-se sobre quem tem a culpa do episódio da aluna que agrediu a professora. Como de costume, depois de encontrarmos o culpado, poderemos descansar no remanso morno da nossa vidinha. Assim também vou dar a minha contribuição.
Começo pelos pais a braços com relações laborais cada vez mais frágeis e precárias onde muitos lutam pela sobrevivência. Nesta última categoria incluem-se como é óbvio os professores que na grande maioria também são pais. Os professores sofrem desta dupla condição com a agravante que ser professor em nada ajuda a ser pai. Parece-me também que a desvalorização social dste grupo profissional não é culpa dos próprios. Restam os filhos. Esses, andam à deriva em busca de um porto seguro que pode bem ser um telemóvel.
Os Governos do centrão é que não têm mesmo culpa nenhuma. Estes apenas têm sido intrumentalizados no sentido de criar uma sociedade anárquica no limiar do suportável e desarreigada de qualquer valor além do valor de troca. Um telemóvel pode significar toda uma vida ou pelo menos um pequeno elo com um mundo que nos escapa ou nunca está presente.
Por último surge a inevitável pergunta. Em nome de quem e de que interesses se contruiu esta sociedade.
Começo pelos pais a braços com relações laborais cada vez mais frágeis e precárias onde muitos lutam pela sobrevivência. Nesta última categoria incluem-se como é óbvio os professores que na grande maioria também são pais. Os professores sofrem desta dupla condição com a agravante que ser professor em nada ajuda a ser pai. Parece-me também que a desvalorização social dste grupo profissional não é culpa dos próprios. Restam os filhos. Esses, andam à deriva em busca de um porto seguro que pode bem ser um telemóvel.
Os Governos do centrão é que não têm mesmo culpa nenhuma. Estes apenas têm sido intrumentalizados no sentido de criar uma sociedade anárquica no limiar do suportável e desarreigada de qualquer valor além do valor de troca. Um telemóvel pode significar toda uma vida ou pelo menos um pequeno elo com um mundo que nos escapa ou nunca está presente.
Por último surge a inevitável pergunta. Em nome de quem e de que interesses se contruiu esta sociedade.
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